segunda-feira, 22 de junho de 2015

Imã de Rima

Não são horas nem tempos de poemas
“Tenho tantas coisas importantes pra fazer”
Comenta o pensamento sem nada dizer.
Talvez esse seja o meu maior dilema

As rimas aparecem por necessidade
De parecer que ao menos no papel
Tenho ordens para cumprir, Coronel!
Palavra presa é uma calamidade!

A graça é encontrar e não obrigá-las
a estarem ali na hora mais exata
obedecendo, como eu, essa porcaria de poesia que fiz questão de cortar e sair rasgando a proposta , porque eu poderia ter colocado : Matá-las mas não quis e acabei colocando. Merda. Lerda. De novo, ovo. Como faço pra parar ….ar... rimar....? De agora em diante só escreverei listas de mercado e olhe lá: 1- Nescau Cereal, 2- Feijão Tio João...desisto.
Disto.


TU

Confundes meu exagero chiste como chispe
Recusas minha alma ingenuamente dúplice
Em meio à miuçalhas tenho o meu trunfo:
Todo  poeta pândego é meu cúmplice.

Levas por demais a sério o sincero
Mal sabes que a tal da realidade
Se está nos olhos de quem escuta
e entra na fantasia com vontade


Quem aqui te escreve
nenhum mal lhe quer
apenas versos se atreve

Pois dessa vida breve
Só nos resta a ficção
e gira então o mundo...

leve...