Não sei. Sei nunca. Sei que não sei. Filosoficamente parece-me familiar. Foi o riso que saiu antes da hora. Deve ter sido alguma coisa que você não disse e que me fez lembrar. A gesticulação dos teus lábios pela lembrança. Ainda não sei, talvez saiba e quem souber que me conte: 1, 2, 3,4...não cinco e não sei. Sei não porque nem a vida tem razão. Musicalmente soou-me familiar. Chorei antecipadamente. Deve ter sido alguma canção que deixei escapulir observando o movimento das suas sobrancelhas e do outro, da outra e também daquele desconhecido tão previsível, coitado. O mistério é o que nos resta quando não há reconhecimento. Mísero mistério habitante das entrelinhas. Míseras estrelas que, na distância dos corpos, mantém um passado belo e misterioso.
Sei não.
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