segunda-feira, 20 de julho de 2015

ENTRE O SONHO E A TERRA

  Eu sei que sonhei mas não lembro. A respiração ofegante denuncia que ficou em algum lugar da memória do corpo. Talvez seja culpa dos travesseiros que cochicham nos ouvidos de quem dorme. Então acordo com essa sensação estranha de quem tomou café forte em jejum e confundo a minha infância com um filme , livro ou uma outra qualquer história que ouvi em alguma esquina de terceiros. O corpo toma por verdade a nossa vontade de nos transportarmos para lá, onde as crianças cresciam nos quintais ou para o futuro de crianças espaciais comedoras de capsulas. Na verdade agora eu  não lembro nem se eu acordei, ou se eu me esqueci da hora, talvez seja culpa do meu despertador que gosta de dormir até mais tarde, e eu ainda esteja sonhando agora.

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